top of page

A Obra

Livro As 7 Quedas

Sempre foi com alguma perplexidade que encarei o silêncio das 7 Quedas depois de terem sido afogadas. Primeiro, responsabilizava o cidadão, o indivíduo. Como é possível que as pessoas não conheçam essa história? Como não temos marcos, museus, mais livros, mais fotografias, mais monumentos? Como pode o guairense ser tão desinteressado da grandiosidade do que havia em sua própria cidade?


É uma reflexão justa, mas muito insípida. O problema da falta de memória no Brasil — e em tantos outros lugares do mundo — não é individual, é maior do que isso. É o projeto, ou a falta dele, que não permite o acesso e trata como menor a própria história brasileira, quanto mais a história de um município que há 50 anos oscila em volta da marca de trinta mil habitantes. Não há nada de épico no Brasil, não há nada de épico em Guaíra. Épicas são as cruzadas, incrível é a história da Europa, insana é a história norte-americana. A do Brasil? Um arremedo sem graça com alguns poucos causos de alguns poucos bons personagens.

 

Bem, essa é uma grande mentira. Realizada através de um grande projeto de colonização cultural e histórica. Mas, são iniciativas como as que tivemos acesso — Lei Aldir Blanc no caso desse livro —, Lei Paulo Gustavo — no caso da série e do filme, que nos permitem mergulhar nesse profundo rio que é a história latina e a faz surgir das águas com a mais imponente cachoeira que o homem já viu.

bottom of page